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Como acalmar alguém com crise de ansiedade: o que fazer e o que evitar

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Como acalmar alguém com crise de ansiedade: o que fazer e o que evitar

Pessoa acolhedora segurando com carinho as mãos de um amigo durante um momento de conversa e apoio, representando como acalmar alguém com crise de ansiedade.

Presenciar um amigo, familiar ou colega de trabalho passando por um momento de pânico pode ser assustador. De fato, saber como acalmar alguém com crise de ansiedade faz toda a diferença para ajudar a pessoa a recuperar o controle e se sentir segura novamente.

Durante um episódio de ansiedade intensa, o cérebro interpreta que a pessoa está diante de um perigo iminente. Nesse sentido, o corpo dispara uma descarga de adrenalina que provoca reações físicas e emocionais incontroláveis.

Se você quer saber como ajudar alguém com crise de ansiedade de forma prática, empática e segura, confira o passo a passo que preparamos a seguir.

Como identificar os sintomas de uma crise de ansiedade?

Antes de agir, é fundamental reconhecer os sinais de que a pessoa está realmente enfrentando um pico de ansiedade. Além disso, os sintomas costumam surgir de forma repentina e atingem o seu ápice em poucos minutos.

Fique atento aos principais sinais físicos e emocionais:

  • Falta de ar e respiração acelerada: a pessoa sente que o ar não entra nos pulmões.
  • Taquicardia: coração disparado ou sensação de batedeira no peito.
  • Tremores e suor frio: mãos trêmulas, sensação de frio ou suor excessivo.
  • Tontura e sensação de desmaio: sensação de cabeça leve ou instabilidade.
  • Medo de perder o controle: sentimento avassalador de que algo terrível vai acontecer.

Passo a passo: o que fazer durante a crise de ansiedade

Quando o pico da ansiedade acontece, a sua postura é a ferramenta mais importante de apoio. Dessa forma, siga estes quatro passos práticos para ajudar a diminuir a intensidade do momento.

1. Mantenha a sua própria calma

Se você demonstrar desespero, o cérebro da pessoa entenderá que realmente existe uma ameaça real no ambiente. Portanto, fale com um tom de voz suave, baixo e pausado. Sua tranquilidade serve como uma âncora para quem está desestabilizado.

2. Convide a pessoa para um local tranquilo

Se vocês estiverem em um ambiente barulhento ou com muitas pessoas ao redor, guie a pessoa com cuidado para um local mais calmo e arejado. Sendo assim, diminuir os estímulos visuais e sonoros ajuda o sistema nervoso a se acalmar.

3. Guie uma respiração lenta e pausada

A hiperventilação (respirar muito rápido) aumenta a sensação de sufocamento. Por isso, peça para a pessoa olhar para você e imitar o seu ritmo respiratório:

  1. Puxe o ar pelo nariz contando até 4 segundos.
  2. Segure o ar nos pulmões por 2 segundos.
  3. Solte o ar devagar pela boca contando até 6 segundos.
  4. Repita esse ciclo por alguns minutos até o ritmo cardíaco desacelerar.

4. Aplique a técnica de ancoragem (Método 5-4-3-2-1)

A técnica de grounding (ou ancoragem) ajuda a trazer a mente da pessoa de volta ao momento presente, tirando o foco dos pensamentos de pânico.

Peça para a pessoa nomear em voz alta:

  • 5 coisas que ela consegue ver ao redor.
  • 4 coisas que ela pode tocar (como a própria roupa ou a cadeira).
  • 3 sons que ela consegue ouvir no ambiente.
  • 2 cheiros que ela consegue sentir.
  • 1 sabor que ela consegue notar na boca.

O que falar (e o que NUNCA dizer) para quem está em crise

As palavras escolhidas têm um impacto enorme na sensação de segurança da pessoa. Contudo, mesmo com a melhor das intenções, algumas frases populares podem piorar o quadro.

O que NUNCA dizer:

  • “Calma, não é nada!” (Invalida o sofrimento real que a pessoa está sentindo).
  • “Você está exagerando” ou “Isso é frescura”.
  • “Tente respirar!” (Dito de forma impaciente ou gritando).
  • “Pense em coisas boas!” (A pessoa não consegue controlar os pensamentos no pico da crise).

O que dizer para acolher:

  • “Eu estou aqui com você e você está em segurança.”
  • “Essa sensação vai passar, vamos respirar juntos devagar.”
  • “Você não está sozinho, estou ao seu lado até você se sentir melhor.”
  • “Precisa que eu segure a sua mão ou prefere que eu dê um espaço?”

Quando é necessário buscar atendimento médico imediato?

Na maioria das vezes, a crise de ansiedade atinge o pico em 10 minutos e começa a diminuir gradualmente. No entanto, em alguns casos, é preciso buscar ajuda profissional rápida ou acionar um serviço de emergência.

Procure atendimento médico se:

  • A pessoa apresentar dor forte no peito que irradia para o braço ou mandíbula (para descartar problemas cardíacos).
  • A crise durar mais de 30 a 40 minutos sem dar sinais de melhora.
  • A pessoa perder a consciência ou apresentar confusão mental grave.
  • Houver menção expressiva de automutilação ou risco à própria vida.

Conclusão: o acolhimento é o melhor remédio

Saber como acalmar alguém com crise de ansiedade exige paciência, empatia e escuta sem julgamentos. Por fim, lembre-se de que você não precisa resolver os problemas da pessoa naquele instante; seu papel é apenas oferecer um porto seguro para que o corpo dela se recupere.

Se as crises de ansiedade forem frequentes na rotina dessa pessoa, incentive com carinho a busca por acompanhamento psicológico e médico. O cuidado contínuo é o caminho mais seguro para recuperar a qualidade de vida e o bem-estar!

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