Se existe um assunto que tem dominado as reuniões de diretoria, os corredores do RH e as pautas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), este assunto atende por uma sigla: NR-1. A atualização da norma não é só mais uma mudança burocrática de papelada; ela representa uma virada de chave na forma como as empresas brasileiras precisam enxergar e cuidar de seus colaboradores.
A grande novidade (e o maior desafio) é a inclusão obrigatória dos riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
Isso significa que fatores como sobrecarga, metas abusivas, assédio e esgotamento mental deixam de ser apenas problemas de clima organizacional para se tornarem questões de conformidade legal, passíveis de fiscalização e multas.
Neste guia completo e atualizado, explicamos tudo o que você precisa saber sobre a atualização da NR-1 em 2026. Vamos traduzir as recentes diretrizes do Ministério do Trabalho e mostrar como o seu RH pode estruturar um ambiente de trabalho seguro, produtivo e dentro da lei. Boa leitura!
O cenário da saúde mental: por que a NR-1 mudou?
A NR-1 foi atualizada porque o adoecimento mental se tornou uma epidemia no mercado corporativo brasileiro. A norma agora obriga as empresas a gerenciarem os riscos psicossociais da mesma forma metódica com que gerenciam os riscos físicos, químicos e biológicos.
Para entender a urgência dessa mudança, precisamos olhar para os dados. Em 2025, o Brasil bateu um recorde preocupante: foram mais de 546 mil afastamentos do trabalho concedidos por transtornos mentais, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A maior parte dessas licenças está concentrada em casos de ansiedade crônica, depressão severa e Síndrome de Burnout.
Esses números provam que o adoecimento não é um problema isolado de indivíduos “frágeis”, mas sim um reflexo de organizações do trabalho disfuncionais. Especialistas apontam que a precarização, a falta de limites entre a vida pessoal e profissional e a pressão extrema por resultados estão na raiz desse colapso.
A atualização da NR-1 nasce justamente para frear essa curva, exigindo que a empresa assuma a responsabilidade por investigar e mitigar as condições estruturais que estão adoecendo a sua força de trabalho.

👉 Leia mais: Programa de bem-estar no trabalho: 10 dicas para sua empresa
O que é a NR-1 e o que é o GRO?
A NR-1 é a Norma Regulamentadora que estabelece as diretrizes gerais para a gestão da segurança e saúde no trabalho (SST) em todas as empresas. Ela introduz o conceito de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que determina como as organizações devem identificar, avaliar e controlar os riscos presentes no ambiente corporativo.
Para entender como isso funciona na prática, pense nas Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho como o grande manual de proteção do trabalhador brasileiro. A NR-1 atua como o alicerce de todas elas.
Dentro dessa estrutura fundamental, o GRO funciona como o “motor” da prevenção. Diferente do que muitos gestores acreditam, o GRO não é um laudo ou um arquivo em PDF. Ele é um processo vivo e contínuo. É a rotina de observar a operação da empresa, mapear o que pode causar adoecimento e planejar melhorias constantes.
No entanto, para que esse processo possa ser acompanhado e fiscalizado, ele precisa ser materializado. É aqui que entra o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). O PGR é o documento oficial onde a empresa vai inventariar os problemas encontrados pelo GRO e assinar o compromisso de resolvê-los, definindo responsáveis e prazos.
O que muda na NR-1 a partir de agora?
O grande ponto de virada da atualização da NR-1 está justamente na ampliação desse olhar. No passado, o foco do gerenciamento limitava-se a riscos físicos (como maquinários perigosos), químicos ou biológicos.
Com as novas exigências, a NR-1 tornou-se muito mais proativa e alinhada à realidade moderna. O mapeamento passa a exigir a avaliação da saúde mental da equipe, trazendo para o centro da gestão fatores cruciais como estresse crônico, assédio moral e sobrecarga de trabalho.
👉 Leia mais: Síndrome de Burn On: conheça a nova síndrome, prima do Burnout
Quando a atualização da NR-1 entra em vigor?
As novas exigências da NR-1 sobre saúde mental e riscos psicossociais passam a valer oficialmente no dia 26 de maio de 2026. A partir dessa data, a fiscalização começa a valer e o Ministério do Trabalho e Emprego poderá aplicar multas nas empresas que não estiverem em conformidade.
Originalmente, essas mudanças deveriam ter começado em maio de 2025. No entanto, após forte pressão do setor produtivo que alegava não estar preparado para as novas diretrizes, o Governo Federal publicou uma portaria adiando a vigência por 12 meses.
O objetivo desse prazo extra (que vence agora em 2026) era que as empresas tivessem fôlego para estudar a norma e criar protocolos internos de saúde mental.
A NR-1 vai ser adiada de novo?
A menos de dois meses do prazo final, o mercado acompanha um intenso cabo de guerra. De um lado, entidades empresariais e patronais pressionam o Ministério do Trabalho por um segundo adiamento, argumentando que ainda falta clareza técnica sobre como mensurar as questões de saúde mental de forma objetiva sem gerar insegurança jurídica.
Do outro lado, associações de saúde do trabalhador e sindicatos pedem a manutenção do prazo, lembrando que o adoecimento atingiu o recorde de mais de meio milhão de pessoas.
O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, confirmou recentemente que a possibilidade de um novo adiamento está “em estudo” se houver uma demanda bem organizada do setor. Contudo, ele foi incisivo em seu recado para o mercado: “Quando adiamos no ano passado, não era para as empresas esperarem passar os 12 meses para começarem a se preparar”.
O que isso significa para o RH?
Independentemente da multa começar a ser aplicada em maio ou em dezembro, o adoecimento da sua equipe está acontecendo hoje.
O burnout, o absenteísmo e as ações trabalhistas por danos morais não esperam o calendário do governo. Estruturar a gestão de riscos agora é uma questão de sustentabilidade do seu negócio.

Manual da NR-1: as novas orientações do MTE
Para acabar com a insegurança jurídica, o Ministério do Trabalho e Empregou lançou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1. O guia com mais de 140 páginas orienta o mercado sobre como identificar, avaliar e adotar medidas contra os riscos organizacionais e psicossociais.
O lançamento do manual (alinhado à Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho de 2026, cujo tema é justamente a prevenção de riscos psicossociais) trouxe alívio e clareza metodológica para os profissionais de RH e SST.
Abaixo, resumimos os 4 grandes destaques deste documento fundamental.
1. A diferença didática entre Perigo e Risco (A analogia da Onça)
Muitos gestores ainda confundem os conceitos de “perigo” e “risco”, o que prejudica a elaboração do PGR. Para resolver isso de forma didática, o novo manual utiliza a analogia de uma onça-pintada. A onça, por si só, é o perigo: ela tem um potencial inerente de causar danos, independentemente de haver alguém por perto.
O risco, por outro lado, só passa a existir quando há a interação humana com esse perigo (a probabilidade do encontro somada à gravidade do dano). Essa clareza é fundamental para o RH, pois mostra que a prevenção começa por tentar eliminar o perigo na fonte (evitar o contato com a onça) e, quando isso não é possível, adotar medidas para controlar a exposição do trabalhador.
2. O alerta contra a “Normalização do Desvio”
O manual traz um alerta comportamental para as lideranças: o fenômeno da “normalização do desvio”. Isso ocorre quando situações anormais, arriscadas ou processos improvisados passam a ser aceitos como “normais” pela equipe devido à exposição continuada.
Para a gestão de pessoas, isso é um sinal de alerta vermelho. Se uma equipe se acostuma a trabalhar com sobrecarga excessiva ou metas abusivas, por exemplo, o risco psicossocial torna-se invisível no dia a dia.
O documento reforça que a identificação de riscos deve quebrar essa “cegueira” organizacional, exigindo que líderes observem o ambiente constantemente com um olhar de questionamento e prevenção, sem aceitar o “sempre foi feito assim”.
3. Riscos psicossociais e a análise do “Trabalho Real”
Ao abordar a saúde mental, o manual é categórico: a fonte dos riscos psicossociais não está no indivíduo, mas na organização do trabalho. O papel da empresa não é “consertar pessoas” ou fazer diagnósticos clínicos, mas sim analisar o Trabalho Real (o que efetivamente acontece no dia a dia, incluindo os imprevistos) em oposição ao Trabalho Prescrito (a descrição formal do cargo).
Outro ponto de alívio para o RH é que o manual esclarece que não há obrigatoriedade de uso de uma metodologia ou questionário específico (como formulários europeus complexos) para medir o risco psicossocial.
A avaliação pode ser qualitativa e participativa, integrada à Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), desde que seja conduzida com método, sigilo e foco nas condições laborais, como ritmo, autonomia e suporte social.
4. PMEs e a importante diferença entre dispensa de PGR e GRO
Existe um mito no mercado de que Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) de graus de risco 1 e 2 estão totalmente livres das obrigações da NR-1. O manual dedica um capítulo para corrigir essa confusão.
A norma isenta essas pequenas empresas apenas da elaboração formal do documento PGR (Inventário de Riscos e Plano de Ação), caso não possuam riscos físicos, químicos ou biológicos. No entanto, a dispensa do documento PGR não significa dispensa do processo de GRO.
Essas empresas continuam obrigadas a gerenciar os riscos de acidentes e os fatores ergonômicos e psicossociais. Inclusive, a realização da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) continua sendo estritamente obrigatória para todas as organizações, independentemente do porte.

👉 Leia mais: Panorama da Saúde Mental no Brasil
Como adequar sua empresa à NR-1 em 5 passos
A adequação exige método. Os passos são: mapear riscos com escuta ativa, elaborar planos de ação realistas, implementar as medidas culturais e preventivas, monitorar indicadores periodicamente e documentar tudo para fins de auditoria e evolução.
A conformidade com a nova NR-1 não é apenas uma questão de preencher formulários para entregar ao auditor. Trata-se de construir uma governança robusta. Veja como colocar isso em prática:
- Documentar e garantir rastreabilidade: Registre todas as metodologias escolhidas, as atas das reuniões e os resultados das ações. Essa documentação não apenas protege a empresa juridicamente em caso de fiscalização, mas cria um histórico riquíssimo sobre a maturidade da cultura organizacional.
- Mapear os riscos psicossociais na raiz: Não faça isso apenas olhando planilhas na sala do RH. Faça pesquisas de clima anônimas, avalie dados de atestados médicos e converse com os setores. O foco é identificar onde estão as sobrecargas extremas, falhas de liderança, assédios ou falta de autonomia.
- Elaborar planos de ação claros e viáveis: Um risco mapeado precisa de uma solução agendada. Se a equipe de vendas está entrando em burnout, o plano de ação pode incluir a revisão de metas, a capacitação da gerência sobre comunicação não violenta e a adoção de pausas obrigatórias. Defina quem é o responsável por cada mudança e qual é o prazo.
- Implementar medidas estruturais: O momento da execução é crítico. Não adianta colocar uma cesta de frutas e uma mesa de pingue-pongue se a carga de trabalho continuar desumana. As medidas devem focar na organização do trabalho real (ajuste de rotinas, limites de e-mails fora do expediente) e em ferramentas de apoio emocional real (como terapia e suporte).
- Monitorar e revisar com dados (O Ciclo PDCA): O PGR precisa ser atualizado, no mínimo, anualmente (ou a cada 2 anos para quem tem certificações rigorosas) ou sempre que o cenário mudar. Acompanhe o absenteísmo, o turnover e a adesão aos benefícios para saber se o plano de ação está realmente diminuindo o adoecimento da equipe.
A integração da NR-1 com a NR-7 (PCMSO) e NR-17 (Ergonomia)
As Normas Regulamentadoras funcionam como engrenagens de um mesmo motor. A NR-17 identifica a raiz ergonômica e psicossocial da dor; a NR-1 gerencia e tenta eliminar esse risco corporativo; e a NR-7 monitora clinicamente a saúde médica de quem está exposto a ele.
Para o RH entender de vez: não existe PGR (NR-1) eficaz sem o apoio da Ergonomia e da Medicina do Trabalho.
NR-17
A NR-17 é a lente de aumento da sua empresa. Através da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), ela investiga como o trabalho exige o corpo e a mente do colaborador (como ritmo acelerado e tarefas cognitivas pesadas). O resultado dessa avaliação joga luz sobre os riscos e alimenta diretamente o inventário da NR-1.
NR-7
Já a NR-7 é a retaguarda clínica. Através do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), os médicos do trabalho acompanham os exames, os relatos de insônia e os atestados de depressão. Se o PCMSO apitar que uma determinada área está adoecendo, isso é um gatilho de alerta para que o RH e a liderança voltem para a NR-1, revisem as ações de prevenção organizacionais e arrumem o processo de trabalho para frear os danos.
Exemplo prático
Para entender como tudo isso se aplica na rotina de uma empresa, imagine a seguinte situação: um setor de atendimento apresenta altos índices de absenteísmo e queixas de esgotamento. A AEP (NR-17) identifica sobrecarga de tarefas e metas excessivas. O risco é então registrado no PGR (NR-1) como prioritário.
A partir disso, são implementadas ações como redistribuição de demandas, pausas programadas e treinamento de liderança para melhorar o clima da equipe.
Em seguida, o PCMSO (NR-7) acompanha os resultados clínicos: redução de atestados, menor incidência de sintomas de estresse e maior adesão aos programas de bem-estar.
Após 90 dias, os dados são reavaliados e o plano é ajustado — fechando o ciclo de prevenção, cuidado e melhoria contínua.

👉 Leia mais: Benefícios Corporativos: guia completo para criar um programa de sucesso
A nova Lei 14.831 e a cultura de bem-estar
Vale destacar que a pressão pela saúde mental não vem só do Ministério do Trabalho. A Lei 14.831, sancionada recentemente, estabelece o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, chancelando organizações que adotam programas concretos de bem-estar no local de trabalho.
A lei complementa a força da NR-1, estimulando a oferta de suporte psicológico, o combate irrestrito ao assédio e o treinamento de lideranças para saberem identificar sinais precoces de esgotamento na equipe, premiando e destacando essas marcas no mercado.
Como a Vidalink apoia a adequação da sua empresa à NR-1
A Vidalink entende que a saúde mental vai muito além de ações pontuais. Por isso criamos o Vidalink+ Cuidado Mental NR-1, uma solução integrada que oferece uma abordagem completa para o bem-estar dos colaboradores, garantindo suporte em diversas frentes.
Questionário NR-1
O Questionário NR-1 é uma ferramenta prática para realizar o levantamento inicial dos riscos psicossociais e auxiliar sua empresa a dar o primeiro passo na adequação à NR-1.
Desenvolvido pela Vidalink em parceria com a psicóloga Manayra Lemes, com base nos 13 fatores de risco previstos na norma e validação da especialista.
Plano de Medicamentos
O Plano de Medicamentos da Vidalink é uma solução corporativa que garante acesso a medicamentos utilizados em tratamentos de saúde mental.
Mais do que um benefício, ele funciona como um aumento salarial indireto, fortalecendo o poder de compra dos colaboradores e a adesão aos tratamentos. Com ele, sua empresa garante:
- Medicamentos sem custos para tratar depressão, ansiedade, TDAH, insônia, pânico e outros transtornos mentais.
- Compras em qualquer farmácia do Brasil, incluindo opções de lojas físicas e online.A
- Auditoria de 100% das receitas médicas, evitando fraudes e garantindo o uso adequado do benefício.
- Dashboard médico e relatórios estratégicos para o RH acompanhar padrões de consumo e planejar ações preventivas.
- Sem custo para o colaborador, que recebe o tratamento necessário sem comprometer o orçamento pessoal.
Terapia online
Plataforma de terapia online com mais de 10 mil psicólogos disponíveis.
Bem-estar 360º
O Bem-estar 360º é uma solução que reúne diferentes frentes de cuidado para a saúde física e mental do seu time em uma única plataforma.
- Rede de academias: rede com mais de 35 mil academias espalhadas por todo o Brasil.
- Planos alimentares personalizados:mais de 40 opções de planos, alinhados ao perfil e necessidades dos usuários.
- Trilhas de conteúdo que estimulam a construção de hábitos saudáveis.
- Check-up de Bem-estar: questionário interativo que ajuda os colaboradores a avaliar sua saúde física e mental.
- Nutrômetro: Mapeamento dos hábitos alimentares dos usuários e orientações personalizadas.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a atualização da NR-1
Para facilitar a jornada de adequação da sua empresa e resumir os pontos mais críticos da norma, reunimos e respondemos de forma direta as principais dúvidas dos gestores de RH e profissionais de SST sobre o tema.
1. O que são riscos psicossociais no trabalho?
Riscos psicossociais são fatores ligados à organização e à gestão do trabalho que podem prejudicar a saúde mental do colaborador. Exemplos práticos incluem jornadas exaustivas, metas inatingíveis, assédio moral, falta de autonomia, liderança tóxica e sobrecarga constante.
2. Quando a atualização da NR-1 entra em vigor?
A exigência de gerenciar os riscos psicossociais e a aplicação de multas estão previstas para começar oficialmente em 26 de maio de 2026, após adiamentos concedidos pelo Governo Federal para que as empresas pudessem se adaptar.
3. Pequenas empresas (MEIs e PMEs) precisam cumprir a NR-1?
Sim. Micro e pequenas empresas (graus de risco 1 e 2) sem riscos físicos, químicos ou biológicos são dispensadas apenas de redigir o documento formal do PGR. Porém, elas continuam obrigadas a gerenciar os riscos ocupacionais (GRO) e realizar avaliações ergonômicas e psicossociais .
4. Qual a diferença entre GRO e PGR?
O GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) é o processo contínuo do dia a dia da empresa para identificar e evitar riscos corporativos. Já o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento formal, a “papelada” onde a empresa lista esses riscos e define o plano de ação.
5. O que acontece se a empresa não cumprir a NR-1?
A empresa fica sujeita a multas pesadas aplicadas por auditores do Ministério do Trabalho. Além disso, o descumprimento aumenta o risco de processos trabalhistas por danos morais e doenças ocupacionais, e pode elevar a carga tributária da empresa (FAP).
6. Como o RH pode mapear os riscos psicossociais da equipe?
O mapeamento não precisa de formulários clínicos complexos. O RH pode utilizar pesquisas de clima anônimas, questionários validados sobre a NR-1, analisar indicadores como absenteísmo e turnover, e promover rodas de conversa com as equipes sobre a rotina real de trabalho.
7. Qual a relação entre a NR-1 e o Burnout?
A Síndrome de Burnout é um esgotamento mental considerado doença ocupacional, causado por estresse crônico e falhas na organização do trabalho. A nova NR-1 obriga as empresas a identificarem e corrigirem essas falhas estruturais, agindo na prevenção antes que o colaborador adoeça.
Respostas de 2